quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O arrebatamento de João e o Apocalipse



"Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu as enviou, e as notificou a João seu servo; O qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo o que tem visto. Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o está próximo." Apocalipse 1:1-3

Além de ter tido uma visão, o apóstolo João também ouviu o seguinte: "... como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas" (Apocalipse 4.1).

Convém salientar que a mesma voz que João tinha ouvido na Terra (Apocalipse 1.10) é a que agora fala com ele no Céu. Sim, porque ele ouviu a voz do Senhor na Terra, como de trombeta, e em seguida foi arrebatado e se encontrou no Céu. Na sua descrição, o apóstolo João ressalta o fato de que o seu Senhor é Quem o havia chamado. O seu arrebatamento é uma analogia daquilo que acontecerá com a Igreja, conforme ensina o apóstolo Paulo:

"Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada à trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor." (1 Tessalonicenses 4.16,17). João é chamado ao Céu por uma voz como de trombeta, da mesma forma pela qual a Igreja ouvirá uma palavra de ordem, tal como: "... Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas" (Apocalipse 4.1).

Portanto, em espírito, o apóstolo vê, figurada e antecipadamente, a Igreja glorificada no Céu, após o arrebatamento. É importante notar o constante uso da palavra "como", que serve para estabelecer um paralelo entre as coisas que João estava vendo no Céu e as da Terra. A sua visão celestial, entretanto, não poderia jamais ser expressa com o vocabulário , e, por isso, João aplicou a regra de estabelecer uma similaridade. É como se uma pessoa fosse nascida e criada na selva e, depois de adulta, fosse levada para a civilização.

Como poderia ela descrever o avião, por exemplo? Certamente o definiria "como um grande pássaro de ferro". A condição do apóstolo, no Céu, era semelhante a essa. O arrebatamento de João é rápido e instantâneo, conforme ele mesmo diz: "Imediatamente, eu me achei em espírito, e eis armado no céu um trono..." (Apocalipse 4.2).

Isto está perfeitamente de acordo com aquilo que a igreja, ou o cristão, cuja qualidade é como a de Esmirna ou Filadélfia, irá experimentar com a volta do nosso Senhor (Arrebatamento). Será em um espaço de tempo tão rápido, que o apóstolo Paulo assim descreveu: "num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta..." (1 Coríntios 15.52). 

Em espírito, no Céu, João tem imediatamente a sua atenção voltada para o trono e para Aquele que nele está assentado. Este fato importante sugere a primeira coisa que devemos saber: o Céu é a habitação do Altíssimo, e Deus exerce absoluta autoridade sobre todo o universo.


Adaptado de Arca Universal

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